domingo, 26 de fevereiro de 2017

eu, e eu comigo mesmo.


Pernas trêmulas
Perambulando no sinistro campo
Tentando se defender de si mesmo
Pensando em alguma desculpa
Para os soldados invisíveis
Não o julgarem tanto

Por que quero tanto me definir
Da melhor maneira possível
Como se alguém se importasse com isso
Mesmo assim
Nao quero ser confundido
Com um simples lixo
Sou mais que uma palavra
E sentimento
Ou apenas disfarço
E acrescento
Em uma conta
Com resultado zero
E isso tudo
É um simples ego
Imagino e imagino
E não tomo cuidado
Com o caminho
Pedras sérias
Me cercando
Prefiro não encarar
Mesmo se tropeçar
Volto ao meu mundo

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Minha amiga me ouviu chamá-la do andar de baixo. Quando ela estava saindo do quarto, em direção às escadas, puxei-a de volta para o quarto e disse: “eu também ouvi isso.” 

 -Rogue AS

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Silêncio.



 

Um salto vermelho fazendo aquele barulho agudo no cru e nu do assoalho de madeira. Um andar firme e charmoso, quase uma sinfonia fúnebre marchado.

Um cheiro de cereja e mentol, num misto ao tabaco o qual eu podia ouvi-lo entrando no ar de seus pulmões, a após uma pequena pausa de alguns segundos soprada como essência no ar gélido da noite.. fazendo uma mistura perfeita entre o branco do vapor quente de sua alma com o cinza acerejado e espesso. 

Um barulho de sinos anda em direção aos passos, fazendo o silencio criar uma pequena pausa nesse instante.. o silêncio,um rosnar e então um miado fino e agudo; meu gato a entrelaçar-se por entre aqueles saltos vermelhos procurando um afeto, um amor, sua alma gêmea. 

Nada foi dito, talvez um sorriso tenha acontecido, mais apenas o felino saberá da conexão existente daquele momento, pequeno momento, antes dos passos seguirem firmes e compassados em direção a porta.

você precisa ir? Perguntei assim que sua delicada mão foi em direção a maçaneta da porta.

O silencio fez se minha resposta.
Não pode ficar mais um pouco?  Insisti!
Apenas um olhar de canto de olho como resposta, e nada precisava ser dito. Aquele olhar já me mostrava tudo oque alguém precisa-se saber.
O barulho da pesada e antiga porta quebra o silêncio, parecendo se com o rangir desesperado de meu coração gritando desesperadamente para que ela ficasse. 
Uma brisa gelada adentra a porta fazendo com que a fragrância de seu perfume de ervas e frutas vermelhas tocasse todo meu corpo, arrepiando me como se fosse seu toque, como se aquele ar frio embriaga-se me e toma-se me por inteiro, ludibriando me a loucuras mais insanas e depravadas que eu poderia ter provado dessa mulher. 

A porta se fecha lentamente, e posso ouvir o barulho do salto vermelho ficando cada vez longe e distante, até sumir por completo. O adeus foi dito da forma mais dolorosa de todas. Aquele silêncio que me perseguira até que o arrependimento me consuma; e talvez um dia, eu também consiga sem que palavra alguma seja dita, (e que apenas meu coração por fim entenda ) que ela precisava partir.




Rogue - A.S-

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

e se eu morresse amanha..

não quero deixar tristeza, não quero deixar rancor..
quero apenas deixar boas lembranças e muito amor!

e se eu morresse hoje..

deixaria sim muitos algos inacabados, tantos pontos sem ser finalizados..
eu seria muito mais amado, e talvez respeitado!

e se eu tivesse morrido ontem..

um suspiro, um adeus.. 
morreria feliz por certo, pois não teria eu que suportar a dor,
de perder meu grande amor!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Doces pesadelos.







Tão confuso cá estou em meus sentimentos.
Hoje parecia ser uma noite tão especial diferente de todas as outras. Reencontrei alguns amigos, poucos, mais ainda os tenho. Jantamos em minha casa, bebemos, rimos, falamos bobagens, sabe coisas que amigos fazem.
Hoje é uma daquelas noites magicas sabe? Aquela em que não me pego sozinho, andando de um lado ao outro, perdido em minha solidão e com aquela maldita pergunta martelando minha cabeça. Quem sou eu realmente? As pessoas me odeiam? O que eu fiz de mal para ser tratado com desdém e esquecimento?

A não! Hoje não, hoje foi diferente! Senti uma paz de espirito tão grande, estava feliz por certo, poder esquecer os problemas, minha vida, meus dilemas. Às vezes a tristeza bate mesmo depois que as pessoas se vão e você se pega novamente sozinho, aqui em sua casa, jogado e abandonado em seu próprio mundinho, onde as coisas sempre pareceram tão fáceis e alegres, mais que há algum tempo percebi que isso além de não ser saudável, estava começando a me privar da vida lá fora, com pessoas e coisas novas.

Estou esgotado de um dia cansativo, e talvez também tive a grande ajuda do vinho barato que tomamos, o qual sempre me deixa com um sono melhor e mais natural que as pílulas de lexotan que tomo quase todas as noites para tentar dormir. É, foi o vinho.
Fico em duvidas se entro em alguma rede social antes de dormir, mas para que? Apenas para ver que tenho mais de mil amigos, todos apenas conhecidos na verdade, o que confesso me deixa deprimido, ver tantas pessoas interessantes e divertidas, que com certeza seriam ótimos amigos. Mas, essas pessoas, todas elas já têm seus amigos e também conhecidos, e por certo medo ou falta de interesse acabo deixando isso de lado e apenas os deixo em paz. Afinal, estou cansado de criar expectativas nas pessoas e elas te decepcionam uma, duas, três.. quatro vezes.

Perdi a fé nas pessoas? Sim, posso afirmar que sim. Mas também não as odeio, não é culpa delas de me ignorarem, ou ignorarem você ou qualquer outro igual a nós. Existem dois tipos de pessoas, entenda isso de uma vez. As normais, e os “outros”. Não preciso nem dizer onde nos encaixamos nesses dois tipos.
Por fim, desisto de me dar ao trabalho de pegar o notebook e olhar alguma coisa, sei que não me acrescentará em nada nessa noite, e ela por certo estava muito boa para eu me dar ao luxo de estraga-la. Pego um livro que já havia começado há certo tempo para ler, um de contos de Neil Gaiman, mais nem si quer consegui ler algumas paginas e acabei adormecendo.


.... 
“Lá estava eu, com o grande amor da minha vida, e estava feliz. Parecíamos felizes! Um completava o outro, podia sentir isso.
Apenas sentados em uma escada de bruto cimento de alguma praça qualquer, apenas conversando e olhando a grande lua cheia a cima de nós, lembro que fiquei frustrado ao tentar mostrar algumas estrelas, o céu estava nublado.
Ele sorria lindamente, contando piadas sem graça, mais a maneira que ele falava mais pareciam poesias que uma piada propriamente dita. Ajeitava os óculos de minuto em minuto, tentando disfarçar o nervosismo, e isso me fascinava mais ainda. Lá estávamos, apenas eu e ele sentados curtindo aquele momento, e eu torcia lá no fundo que aquilo nunca tivesse fim!”


.....
“lá estava eu parado em frente a um grande lago, mais ele não me era estranho. Pois sim, era o lago que fica na chácara de meus pais, mais dessa vez ela estava diferente, era enorme e com as aguas escuras e calmas. Havia um vento forte como de tempestade vindas do norte, e mesmo sendo dia, estava escuro, muito escuro.

Eu senti uma vontade imensa de pular na agua, ora, pois, já o fizera tantas e tantas vezes, pular do pequeno deck de tábuas já construído há anos para nosso divertimento. Como amo a agua! Nadar, mergulhar, sentir a liberdade dos movimentos. É como voar sabe?
Mais um medo incontrolável estava me prendendo ao chão. Não um medo da agua, nem de me afogar, mais das possíveis criaturas que podiam estar abitando suas profundezas.

Pensei comigo. Apenas um louco nadaria em um lago tão fundo e escuro como esse! E foi então que eu vi, ali, no meio do lago, meu sobrinho de quatro anos, com seu pequeno colete salva vidas, feliz, nadando e jogando agua para cima. Confesso que meu medo sumiu por instantâneo, como num passe de magica. E se ele podia em toda sua inocência, eu também deveria ariscar, e me divertir.
Saltei. E como em uma fração de segundos, consegui ter um deja-vu das criaturas horrendas que prefiro nem lembrar que estavam nadando a baixo dele, e então continuei a cair, com meus olhos já em prantos, temendo o pior.“


.....
 “ele estava tão lindo, tão alegre, tão inocente. E eu feito um bobo parado em sua frente, fascinado com seu jeito, quase sem palavras. O lugar me era estranho, parecia um quarto adolescente, mais nem me lembro desses detalhes, apenas lembro que eu estava feliz, e ele também estava. Ele queria demostrar o quando gostava de mim, me abraçava, beijava, sorria e me penetrava a alma com seus olhos castanho escuro, queria que aquilo fosse real.. mais eu sabia, bem lá em meu intimo, que aquilo não seria mais possível”


.....
 “eu estava sozinho, sentando na velha sacada antiga de meu apartamento, ouvindo uma musica triste, uma da Rihanna com o  Eminem “Love The Way You Lie”. Eu estava triste, muito triste, mas não sabia ao certo porque, apenas aquela musica, aquela noite estrelada e minhas lagrimas. Lembro que parecia um sábado a noite, quando todos resolviam sair na rua para ir as festas. Eu olhava lá de cima, as pessoas felizes e alegres, e meu único companheiro por dias era apenas o mesmo, o cigarro.
Eu chorava baixinho, não que alguém fosse ouvir, ou ligar, ninguém nunca liga. Mais os fones no ouvido estavam altos e não queria fazer barulho algum. Acredite, a pior coisa é sentir a dor aumentando mais e mais, a ponto de não caber mais no coração e você chorar e chorar por horas e mais horas, e ter a certeza que aquilo tudo não ajudará em nada. “


...
“eu não conhecia nenhum deles, não que me lembre. Estávamos em muitos, acampando em uma rua vazia e com lixeiras enormes acredito eu ou apenas perambulando por baixo de viadutos de uma grande cidade. Bebíamos alguma bebida barata, mais que lembro ser tão saborosa. As garotas falavam obscenidades a nós garotos, a fim de conseguir alguém para proteger do frio. Estava frio, isso eu lembro! Pois lembro também que estávamos muito mau vestidos para o clima, se é que podíamos chamar nossas vestes de roupas. Trapos!

Não pensava em nada, não estava feliz e nem triste, nem tão vivo e nem tão morto. Devem ser as drogas, nos deixam inertes, vazios. Todos tinham esse olhar perdido, riam muito e brincavam como crianças em um parque de diversões, desviando de carros e rolando por entre sarjetas. Ou ficavam sérios, tristes e agressivos em questão de segundos. Comigo era o mesmo, não ligava e não me importava. Apenas esse humor instável e inconstante, e uma antipatia sobre humana das pessoas normais que não haviam perdido a sanidade como nós.

-Olha! Disse à garota que estava abraçada a mim tentando proteger-se do frio. Que casal mais lindo de apaixonados sentados ali!
E lá estava ele, aquele que eu sabia que amava mais que a mim mesmo, contando suas piadas nada engraçadas, mais com um sorriso lindo e perfeito em seu rosto, abraçado a um desconhecido, feliz e completo. Vivo!”


.... 
“eu estava em uma espécie de maquina do tempo, com uma tripulação de umas cinco pessoas. Não era para eu estar ali, sei porque estava exprimido em um canto, tentando ao máximo não atrapalhar o piloto da maquina, que eu tentava de todas as formas entender, como o garoto inexperiente que eu conhecia estava tão confiante do que estava fazendo? E ainda  me olhando com seus lindos olhos castanhos escuro e sorrindo. Eu mau conseguia olhar oque se passava lá fora, mais sabia que era uma estrada de chão batido com muitas pedras, ele dirigia rápido e prudente. Senti naquele momento que eu podia ama-lo, mais não sabia mais se seria correspondido.

Percebi então que estávamos em outro universo paralelo ao avistar um carro muito antigo de policia andando ao nosso lado, com as sirenes ligadas, pude ver dentro do carro e era um homem, meu pai, um policial forte e sério. Senti um aperto no coração, como se soubesse que algo iria acontecer.
A nossa frente em uma curva, surge um caminhão também antigo, a toda velocidade. Lembro que gritei o máximo que meus pulmões conseguiam, mais inevitável, foi como assistir a morte de meu pai ao vivo, ver os dois veículos se chocarem de frente, os ferros retorcendo-se e meu pai sendo esmagado, e junto dele senti o mesmo em meu coração.”

.... 
“ estou em um sonho, lembro que pensei, após lembrar que meu pai não era o homem no carro, e tão pouco era policial ou estava morto. Estava sonhando! Pensei, queria poder voltar a meu primeiro sonho, com o garoto que eu amo, quero poder ficar com ele nem que seja em meus sonhos.
Mais ao invés dele, surge o garoto dos olhos castanhos escuro, mais ele não estava sorrindo dessa vez. Estava triste, magoado, inconsolável.

Procurei me aproximar, ao menos tentar abraça-lo para se sentir melhor, mais ele começar a chorar, e eu sei o porquê, a pessoa que eu amava de verdade, e acredito que ele também, havia morrido e nem si quer pudéramos nos despedir, e o pior, estávamos brigados há muito tempo. Muito mais tempo para quem ama de verdade.  Acabo chorando junto.
Aquilo parecia não ter fim, um olhando para o outro e cada vez chorando mais, eu preciso acordar, não aquento mais essa dor no meu peito, acho que vou morrer!”
Acabo acordando com meu rosto molhado, eu estava por certo em lagrimas, e sem entender o que estava mesmo acontecendo. Apenas estava feliz que tudo não passara de um sonho ruim. Salto da cama, pego um cigarro e saio na varanda de minha casa, a fim de sair um pouco de dentro de casa. Paro e fico um tempo ali escorado a parede, esta frio, frio demais para um dia de verão. O cigarro está com um gosto amargo, mais mesmo assim o vicio fala mais alto não deixando me permitir de joga-lo fora.

Ai, então, perdido em pensamentos, frustrado com o final de uma noite tão legal, mais tão trágica, triste e sem compreender nada.. Acabo ouvindo um choro estranho, que mais parecia com um animal sofrendo, mais o choro que vinha em seguida era sem duvidas humano. Desci as escadas na escuridão da noite, pois está nublado e escuro, e percebo então que se trata de uma mulher, minha vizinha na verdade.  Ela estava desolada, chorando muito, totalmente inconsolável.
Eu não a via se é que quer saber, ela estava na casa dela, trancada e com a janela fechada. Chorando prantos e mais prantos, foi inevitável, senti as lagrimas escorrendo por meu rosto. Subi as escadas de volta e sentei a porta de minha casa no escuro, e chorei, junto com a desconhecida, por horas e mais horas. Não sei quais foram os problemas dela, nunca se sabe, pode ter sido uma noite magica e trágica como a minha, ou sonho ruim talvez.



Rogue – AS - 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

velhas canções.




Acho fascinante o quanto temos povos, costumes e culturas diversificadas em todo o mundo. 
E mais ainda, como as canções mudam de lugar a lugar. 
Não se precisa ir muito ao longe, se observar nosso país, como é rico em cultura e diversidade.
Várias canções são nos ensinadas de berço, crescemos as ouvindo, e quando crescemos esquecemos de procurar seus significados, ora pois, você nunca parou para pensar em os verdadeiros significados do "atirei o pau no gato" ou "marcha soldado"?


Pare e reflita um pouco nas velhas canções de sua infância, perceba sua beleza e ensinamentos. 
Assim como nós, em todo mundo se ensinam a crianças desde os primórdios da humanidade as velhas canções, mais conhecidas como "canções de ninar" ou "brincadeiras de rodas". 


Sempre que ouso musicas Folk ou celta, ou qualquer outra de raízes mais antigas, confesso que viajo a tempos remotos de outrora, um tempo que consigo me ver criança cantando essas canções alegres e com grandes lições de vida e aprendizado. 

A música a seguir é de uma de minhas bandas preferidas, pois confesso que sou fã de metal sinfônico, aconselho a ouvirem e, se possível, fechem os olhos e tentem a experiencia de voltar a suas origens.

A propósito, só para matar a curiosidade, o nome da banda em si já é fantástica, "Eluveitie".  
que significa "o Helvécio", retirada de antigas escritas encontradas por volta de (ca. 300 a.C.).

Espero que gostem!

ELUVEITIE - "Omnos" 


Canção escrita na antiga e já extinta língua Gaulesa.

Immi daga uimpi geneta,
lana beððos et' iouintutos.
Blatus ceti, cantla carami.
Aia gnata uimpi iouinca,
pid in cete tu toue suoine,
pid uregisi peli doniobi?
Aia gnata uimpi iouinca,
pid in cete tu toue suoine
Aia mape In blatugabagli uorete,
cante celiIui in cete
N'immi mapos, immi drucocu.
In cetobi selgin agumi,
selgin blatos tou' iouintutos.
Nu, uoregon, cu, uorigamos,
lamman, cu, suuercin lingamos,
indui uelui cantla canamos!
N'immi mapos, immi drucocu.
In cetobi selgin agumi,
Ne moi iantus gnaton uorega,
iantus drucocunos uoregon,
Cu allate, papon sod urege,
eððiIo de iantu in cridie.
VediIumi: cante moi uosta!
Ne, a gnata, cante t' usstami,
ne te carami.
Boua daga uimpi geneta.
Immi trouga, lana nariIas.

menina: Eu sou uma garota bondosa e bela
Cheia de virtude e juventude.
As flores da floresta e as canções, eu as amo.

menino: Ei, bela jovem,
o que faz sozinha nesta distante floresta?
tão afastada dos outros humanos?
Ei, bela jovem,
o que você faz sozinha nesta floresta?

menina: Ei, garoto bonito, venha aqui!
Vamos colher algumas flores juntos na floresta?

menino: Eu não sou um garoto, sou o Lobo Mau
Na floresta eu caço,
caço a flor da sua juventude.

menina: Bem, Lobo, vamos brincar de um jogo,
Vamos dançar uma alegre dança,
vamos cantar músicas decentes!

menino: Eu não sou um garoto, sou o Lobo Mau.
Na floresta, eu caço.

menina: Eu não gosto dos jogos de crianças,

menino:Eu gosto das brincadeiras sinistras dos lobos, no mais profundo da floresta, com você.
......

menina: Lobo Selvagem,
Faça o que quer que seu coração deseja,
Mas eu lhe imploro: Fique comigo!

menino: não, menina, eu não continuarei com você!
Nunca te amei.
menina: Eu era uma garota bondosa e bela.
Agora, sou uma pobre garota coberta de vergonha.



Rogue - AS -

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O poder Wicca.





As pessoas quando houvem que você é um Wicca, elas pensam e deduzem que você é um ser supremo com todas as receitas, poções, magias e feitiços do mundo na sua cabeça, livro ou varinha de condão. Acho engraçado como as pessoas olham você com interesse quando você diz seguir uma determinada religião e outras com cara de espanto e pensando com qual diabo você fez um pacto.


Ser seguidor de uma religião não convencional está sendo de grande procura por todos que buscam "algo" para a sua vida. Todos ficam sintonizados, lendo revistinhas de "Wichcraft", Seriados, ou buscando sacerdotes e/ou sacerdotisas que lhe ensinem um caminho a seguir, com suas receitas de bolos para solucionar todos os problemas da sua vida.


Vou ser sincero, se você busca uma solução para todos os seus problemas e um atalho para a felicidade, esse caminho provavelmente não é o da Bruxaria Tradicional. Não ensinamos os atalhos para o qual cada um deve seguir, nem mostramos seus animais guardiões para seres expostos como bichinhos de estimação e nem saímos em praça pública com atames e "parafernalha" pendurada pelo pescoço para dizer que somos diferentes e possuímos poder.


O caminho de um Bruxo é o de se auto-descobrir todos os dias, buscar na reflexão qual o sentido de sua jornada, lutar e enfrentar diariamente o seu maior inimigo, que é a si mesmo. O poder do Bruxo está no intuito de suas ações, buscando no caminho todo o conhecimento e sabedoria para sentar-se com os semelhantes na fogueira e compartilhar o conhecimento da batalha travada. Não buscamos títulos e reconhecimento da sociedade para nos verem como superiores, buscamos apenas o respeito de nossos semelhantes para seguirmos nosso caminho em paz e em Awen.


Para quem pretende seguir um caminho de conhecimento, sabedoria e êxtase, tem que aprender a dar valor a sua conduta. Aprender a ter humildade para reconhecer sua ignorância perante os acontecimentos, lealdade para com os amigos e honestidade consigo mesmo. Reconhecer suas fraquezas e medos, mas não deixar que ele os domine, mas buscar neles as forças necessária para ter coragem e força para seguir com a proteção dos Deuses.


Saber quem você é, qual a sua origem e valorizar seu sangue (ancestrais) é fundamental para entender como você age e se relaciona com o mundo. Vejo muitos dizendo que são bruxos e mau conseguem conversar com a sua mãe, acreditam que ser rebeldes com roupas pretas os diferenciam e dá poder para agirem da forma que desejam sem responsabilidade alguma, fazendo "feiticinhos" e unguentos que resolvam seus problemas amorosos, financeiros e familiares. Vou contar um segredinho, você é responsável por suas ações, suas derrotas e vitórias, só assim haverá crescimento, maturidade e aprendizado. 




Rogue - AS -